Neste momento doloroso, tenho o dever de comunicar a todos os associados e simpatizantes da nossa modalidade o falecimento do Professor António Vilela.

 

Nenhuma palavra é suficiente para lamentar tão importante perda, para todos nós.

 

O Professor António Vilela foi um professor, um pedagogo, um treinador, um dirigente, um cidadão social e politicamente empenhado no bem comum. Deixou marcas indeléveis, por todos os sítios por onde passou. O atletismo moçambicano recordá-lo-á como treinador e como responsável de vários planos de desenvolvimento do atletismo.

 

Na Direcção Geral dos Desportos foi responsável pelo plano de desenvolvimento do atletismo nos anos 70. Na sua escola foi professor muito considerado pelos alunos e pelos colegas. Em diferentes autarquias exerceu funções de responsabilidade no desenvolvimento desportivo. Na nossa federação foi, durante muitos anos, responsável pela equipa técnica do programa “Campanha Viva o Atletismo”, programa este que, ainda hoje, faz a diferença na qualidade das práticas desportivas do desporto português.

 

 Por este programa passaram, convivendo muito proximamente com o Professor António Vilela, a maioria dos nossos melhores atletas.

 

Pessoalmente, perco um mestre e, sobretudo, um amigo. Perco um Homem de referência, na minha vida, pelos seus valores éticos, pedagógicos, técnicos e, sobretudo humanos. Perco quem me transmitiu os primeiros conhecimentos técnicos da nossa modalidade. Ensinou-me a técnica mas deixou-me, sobretudo, o seu exemplo de humanidade.

 

A nossa modalidade, as suas gentes, o desporto português, todos ficamos mais pobres.

 

A sua família perde um pilar fundamental. Não tenho dúvida de que o Professor António Vilela com toda a sua dedicação e amor, dedicados à sua família, a deixa preparada para a sua ausência, apenas, física. À sua família deixo, em nome da Federação Portuguesa de Atletismo e da modalidade no seu todo, as nossas mais sentidas e sinceras condolências. A memória do Professor António Vilela viverá para sempre em todos nós.

 

Obrigado António Vilela.

 

Jorge Vieira