REGULAMENTO


Os Clubes desportivos desempenham um papel importante quando conseguem proporcionar experiências desportivas de qualidade às crianças e aos jovens que a eles se ligam. Sabe-se de diversos estudos realizados em diversos países que os atletas de top identificam a comunidade local e o clube de origem, através dos seus treinadores e dirigentes, como o segundo elemento mais importante que influencia as suas carreiras, depois da família.

 

Outros estudos referem igualmente para além das qualidades do próprio praticante a importância determinante das experiências associadas aos clubes desportivos, nomeadamente nas etapas iniciais e médias do desenvolvimento do talento na juventude.

 

Os estudos mostram também a existência de um efeito positivo quando se verifica uma ligação mais ou menos duradoura ao “clube de nascimento” e aos treinadores que iniciaram os praticantes na vida desportiva. Segundo as conclusões destes estudos quando os atletas crescem acompanhados por treinadores de bom desempenho técnico, ético e moral, parecem ter maiores probabilidades de se tornarem praticantes desportivos de maior qualidade e de terem carreiras mais longas.

 

A prática desportiva desempenha um papel decisivo no desenvolvimento harmonioso e global da criança e dos jovens do ponto de vista físico, pessoal, social e emocional.

 

Neste contexto, os clubes desportivos assumem uma função decisiva na possibilidade de proporcionarem um conjunto de experiências positivas aos jovens que aderem à prática desportiva que estes lhes oferecem. Uma boa parte dos Clubes está em condições de garantir que os seus praticantes sejam trabalhados, em contexto desportivo pluridisciplinar, em seis capacidades principais. Referimo-nos às capacidades técnica, tática, física, mental, pessoal e de estilo de vida saudável. Naturalmente que existe um sustentáculo fundamental para que isto se verifique – o Treinador de jovens.

 

O presente Projeto que se apresenta, insere-se dentro destes princípios e ainda na ideia geral de que um Clube pode e deve ser “Escola de Atletismo”, sustentada em treinadores qualificados e dedicados. A prática, em Portugal, demonstra esta evidência nos anos mais recentes, pelo que podem ser facilmente sinalizados vários clubes e treinadores que preenchem estes requisitos e, a quem deve, ser reconhecida tal qualidade.

 

Debaixo do patrocínio da Federação Portuguesa de Atletismo, importa criar um Projeto que seja inovador e que sinalize e identifique esta realidade de suporte a um associativismo com uma base qualitativa ao nível da prática, o qual é necessário reconhecer.

 

Os treinadores são ordenados pelo somatório dos pontos dos atletas por si treinados e que se posicionem no Ranking Nacional de Juvenis, de acordo com as alíneas seguintes:
1.    As disciplinas consideradas são as do Campeonato Nacional de Juvenis;
2.    São pontuados os 10 primeiros atletas de cada disciplina do Programa de Juvenis, excetuando-se as estafetas;
3.    Ao primeiro atleta do ranking em cada disciplina serão atribuídos 10 pontos, descendo a pontuação sucessivamente, até 1 ponto ao posicionado no 10º lugar;
4.    Apenas são contabilizados os pontos dos atletas que constam em duas ou mais disciplinas do ranking de Juvenis (até 10º lugar);
5.    Se o atleta apenas constar no ranking juvenil (10 primeiros) em apenas uma disciplina, não são contabilizados os pontos; 
6.    Se o atleta constar no ranking juvenil (10 primeiros) em quatro ou mais disciplinas, não são contabilizados os pontos das disciplinas em que têm menos pontos;
7.    Se atletas forem do escalão iniciados, não são contabilizados os pontos referente a esses atletas;
8.    Se a posição do atleta no Ranking for obtida por uma marca alcançada no Campeonato Nacional de Juvenis haverá um bónus de 2 pontos.
9.    Se após o apuramento da pontuação total se verificar um empate:
a.    Será atribuído 0,1 ponto por cada atleta que esse treinador tem pontuado;
b.    Se o empate persistir, classifica-se melhor o treinador que tiver o atleta com a melhor posição no Ranking;
c.    Se o empate persistir novamente, soma-se a verba de cada uma das posições e divide-se em partes iguais pelos treinadores empatados.
10.    Considera-se o Ranking Nacional de Juvenis à data de 31 de Agosto.