Fotos: Luís Barreto / FPA

 

O português Pedro Pablo Pichardo venceu hoje a prova de triplo salto do Meeting de Zurique, com a marca de 17,40 metros (vento: +2,3 m/s), derrotando os norte-americanos Christian Taylor e Omar Craddock. 

 

Foi num modelo de competição bem diferente do habitual, com os participantes divididos por várias pistas, em vários pontos do globo. No caso do triplo salto, Taylor saltava na Flórida, Craddock saltava na Califórnia, enquanto Pedro Pichardo saltou em Lisboa, no Estádio Universitário. Os atletas tinham um espaço próprio enquanto esperavam pela sua vez de saltar.  

 

O português mostrou logo para o que vinha, com um salto de 17,20 metros, com vento de 2,8 m/s, que inviabiliza a homologação da marca. No segundo salto melhorou para 17,40 (2,3), fazendo 17,11 m no terceiro ensaio (vento regulamentar a 1,7 m/s). No quarto ensaio, uma hesitação levou-o a saltar apenas 15,57 m (+0,9), prescindiu do quinto ensaio e saltou 17,17 metros (+0,1) nos exto e último ensaio. 

 

Quanto aos dois americanos, Omar Craddock, líder mundial em 2019, foi o primeiro a chegar aos 17 metros (17,04, vento +0,3), mas viu o campeão olímpico e mundial, Christian Taylor saltar 17,27 metros (+4,2 m/s) a assegurar a segunda posição. 

 

«Foi uma competição um pouco estranha, ficar ali sentado à espera que alguém salte. Quando estamos juntos dá para perceber como estão os adversários, vendo a corrida. Assim ao longe não dá para sentir isso», disse-nos Pedro Pichardo no final da competição, mostrando-se satisfeito com a vitória e o resultado.  

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O atleta do Benfica afirmou ter gostado bastante de voltar a competir, apesar «da ansiedade que sentimos ao ver o ecrã. Contudo, estar a saltar sozinho foi quase como estar a treinar. Tenho aqui a família, o meu treinador, é quase como fazemos um treino teste. Não tinha aquela motivação que vem das bancadas cheias, do barulho». 

 

O resultado final até foi uma boa surpresa para Pedro Pichardo. «A prova correu-me muito bem. Pensava que saltaria menos, pois há uns dias senti uma dor nas costas que não me tem deixado estar confortável. Terei de ser acompanhado pelo médico e fisioterapeuta, mas volto a dizer que foi um bom resultado para este meu regresso à competição», finalizou, antes de manifestar preocupação pelos tempos em que vivemos, referindo ainda não saber que competições terá pela frente, «a não ser a final de clubes, que é muito importante para nós». 

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