Hoje celebramos o aniversário de uma das maiores lendas da história do atletismo mundial e o homem que, com a sua passada firme, tingiu de ouro o destino do desporto português: Carlos Lopes. Aos 79 anos, o seu legado permanece intemporal, continuando a ser a meta de todos os nossos atletas.
Carlos Lopes provou ao mundo que a determinação portuguesa não tem limites, transformando o asfalto e a pista em palcos de glória eterna e elevando a bandeira das quinas aos patamares mais prestigiados do planeta.
Dono de um palmarés que é motivo de orgulho ímpar para Portugal, a sua carreira é pautada por marcos históricos, como a conquista da nossa primeira medalha de ouro de sempre nos Jogos Olímpicos, na maratona de Los Angeles, em 1984. A este feito somam-se a medalha de prata nos 10.000m em Montreal (1976), o tricampeonato mundial de corta-mato (1976, 1984 e 1985) e o antigo recorde mundial da maratona, alcançado em Roterdão, em 1985, com a marca de 2:07:12. Além dos títulos, a Federação Portuguesa de Atletismo recorda hoje a sua resiliência inabalável, uma característica que moldou gerações de corredores.
Neste dia de aniversário, Domingos Castro, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, não quis deixar passar a oportunidade de prestar uma homenagem pessoal àquele que foi a sua grande referência no desporto. “Carlos Lopes é o meu ídolo de todos os tempos. Estou no atletismo por causa dele. Foi ele que me trouxe para o atletismo, porque o via na televisão e tonou-se meu ídolo. Ele significa tudo para mim, é o nosso campeão. Será difícil aparecer em Portugal algum atleta que se vá comparar a ele e, por isso, estou-lhe muito grato. Parabéns, Carlos!”