Ana Margarida Filipe brilhou nos Campeonatos do Mundo VIRTUS, que este domingo, 8 de março, terminaram em Ourense, Espanha, onde foi eleita a melhor atleta feminina da competição de atletismo para portadores de deficiência intelectual. Em entrevista ao site da FPA, a galardoada atleta abordou como se sentiu ao ser distinguida e revela qual a medalha que lhe deu mais orgulho em conquistar.
Com 26 anos e natural da Ilha Terceira, Ana Filipe conquistou duas medalhas de ouro nos 60 metros barreiras e no triplo salto, e uma medalha de prata no salto em altura, além do quarto lugar no salto em comprimento. Foi distinguida com o prémio de “Best Athlete Women” da competição, coroando uma prestação de alto nível da pupila de Ana Paula Costa no desporto adaptado.
A subida ao pódio para receber as medalhas representou para a atleta um forte sentimento de “dever cumprido” e um “marco positivo” após “muito trabalho”. Ana Filipe destaca que o fator mais decisivo para o sucesso em Espanha foi a sua capacidade de gerir o stress competitivo. “Quando subi ao pódio para receber as medalhas foi um sentimento de ‘dever cumprido’, mas o mais importante para mim foi, sem dúvida, o ‘saber lidar com a pressão'”, explica a campeã mundial em entrevista ao site da FPA.
Versatilidade em várias disciplinas
A polivalência demonstrada em pista, com medalhas em disciplinas diferentes, é vista pela própria atleta como um sinal positivo para o futuro. “Venci em diferentes disciplinas, o que é muito bom”, explicou, revelando um dos seus segredos para o sucesso: “Tenho um físico preparado para lidar com várias disciplinas, devido à grande habilidade motora que tenho e que acaba por me facilitar as coisas”.
Entre os três pódios alcançados em Ourense, a medalha de prata no salto em altura acabou por ter um significado particular. “A medalha que teve um sabor mais especial devido à dificuldade foi, sem dúvida, a do salto em altura. O nível de exigência foi grande e ter conseguido o segundo lugar para mim foi esplêndido”, reconheceu.
Referência para os mais jovens
Com vários anos ao serviço da seleção nacional, Ana Filipe considera também que as condições de trabalho têm sido determinantes para os resultados alcançados. “Tenho excelentes condições de treino, o que contribuiu para as minhas boas prestações”, afirmou.
A atleta admite ainda que o percurso que tem feito pode servir de inspiração para as novas gerações do atletismo nacional. “Penso que, de alguma forma, já sou uma referência para os mais jovens devido aos anos de experiência em prol da seleção”, finalizou.




