Melhor prestação de sempre do atletismo em Jogos do Mediterrâneo encerrada por Mariana Machado

FPA Geral Notícias

3 Set, 2026
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Mariana Machado terminou na manhã desta quinta-feira a participação portuguesa dos Jogos do Mediterrâneo com um quinto lugar na meia-maratona (1:12:19 horas), encerrando uma campanha histórica em Taranto’2026: nove medalhas — seis ouros, duas pratas e um bronze —, a melhor marca de sempre da modalidade nesta competição.

Vice-campeã dos 10.000 metros há poucos dias, Mariana Machado fechou a participação portuguesa com um sólido quinto lugar na meia-maratona, completada em 1:12:19 horas — prova vencida pela marroquina Fatima Birdaha (1:09:59), com a eslovena Klara Lukan e a croata Matea Kostro a completarem o pódio. Foi uma despedida simbólica: a fundista de 25 anos, filha da olímpica Albertina Machado, foi a única portuguesa em ação neste último dia e encerrou a mais bem-sucedida participação da Equipa Portugal em Jogos do Mediterrâneo (32 medalhas).

Nove medalhas são o novo recorde da modalidade

Com o resultado de Taranto, a seleção de atletismo superou as oito medalhas conquistadas em Oran’2022 — até agora o melhor registo da história — e fechou a competição em terceiro lugar no medalheiro da modalidade, atrás apenas da anfitriã Itália e de Marrocos. Ao todo, foram seis ouros, duas pratas e um bronze, repartidos por praticamente uma semana inteira de provas no Stadio Giuseppe Valente.

O ouro chegou pela primeira vez pela mão de Auriol Dongmo, campeã no lançamento do peso com a marca de 19,42 metros — um novo recorde dos Jogos do Mediterrâneo, que chegou a pertencer, ainda que por escassos minutos, à companheira de equipa Jéssica Inchude, medalha de prata na mesma prova com 18,86 metros. No mesmo dia, a estafeta feminina de 4×100 metros, composta por Rosalina Santos, Catarina Lourenço, Beatriz Castelhano e Arialis Martínez, também subiu ao lugar mais alto do pódio, com o tempo de 43,57 segundos.

Seguiram-se mais quatro títulos: Omar Elkhatib nos 400 metros, José Carlos Pinto nos 5000 metros, Patrícia Silva nos 1.500 metros e Irina Rodrigues no lançamento do disco. A completar o conjunto de medalhas esteve Arialis Martínez, que já tinha estreado Portugal no medalheiro da modalidade com um bronze nos 100 metros, e Mariana Machado, prata nos 10.000 metros.

Omar Elkhatib e Auriol Dongmo batem recordes dos Jogos

Um dos momentos altos da semana foi protagonizado por Omar Elkhatib. O velocista, natural de São Tomé e Príncipe e formado no Clube de Atletismo de Oliveira do Bairro, venceu os 400 metros com o tempo de 44.92 segundos, estabelecendo um novo recorde dos Jogos do Mediterrâneo e um novo recorde pessoal. Tornou-se apenas o segundo português de sempre a descer dos 45 segundos na distância — depois de João Coelho, recordista nacional (44.79s) e, coincidência, o próprio campeão desta prova há quatro anos, em Oran’2022. Omar Elkhatib ‘herdou’ assim o título do compatriota e colega.

Também no setor dos lançamentos ficou um recorde dos campeonatos: os 19,42 metros de Auriol Dongmo no lançamento do peso, que superaram a marca anteriormente em vigor e que, como referido, chegaram a estar nas mãos da colega de equipa Jéssica Inchude antes do último ensaio da campeã.

Uma evolução consistente em três participações

A prestação de Taranto’2026 confirma uma trajetória ascendente do atletismo português nos Jogos do Mediterrâneo desde a estreia da modalidade na competição. Em Tarragona’2018, Portugal somou quatro medalhas (duas pratas, por Inês Monteiro e Liliana Cá, e dois bronzes, pela estafeta masculina 4x100m e Tsanko Arnaudov). Em Oran’2022, o total subiu para oito (três ouros, duas pratas e três bronzes), até então o melhor resultado de sempre. Taranto’2026 eleva agora essa marca para nove medalhas, com destaque para a subida acentuada no número de títulos: de três, em Oran, para seis nesta edição.

Missão portuguesa também bate recorde geral

O bom momento do atletismo é reflexo, e também motor, do desempenho da Missão portuguesa em Taranto: a comitiva lusa terminou os Jogos com 32 medalhas (16 ouros, sete pratas e nove bronzes), um recorde absoluto de sempre, superando as 25 medalhas de Oran’2022 e as 24 de Tarragona’2018. Foi a terceira participação de Portugal na história da competição, e a mais bem-sucedida em todas as modalidades — com o atletismo, mais uma vez, entre os pilares dessa conquista.

Fotos: COP

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